sábado, 14 de novembro de 2009

Saia Justa

Se existe uma coisa que me deixa de SAIA JUSTA é o dom que algumas pessoas tem de ser inconvenientes.

Engraçado que esse dom parece vir pronto de fabrica.

Dia desses, na minha loja, me deparei com a pessoa mais inconveniente que conheci na minha vida e olha que eu falo até sózinha.

O cidadão entra tirando minhas medidas, não feliz em me encarar e anotar cada cm dos meus quadris a criatura declara para os devidos fins que eu preciso me tocar e fazer uma dieta.

A declaração era tão invasiva que até fiquei pensando se em algum momento eu teria consultado esse personal intrometido. Os clientes esperaram uma reação minha que não aconteceu. O q me deixou "irada" eu diria "puta" mais ainda "muito puta". Eu tinha muita coisa pra atirar ao meu alcance inclusive palavras mas fiquei muda com uma sensação de paralisia facial e mental.
Pelo bem da clientela me calei mas fui no pescoço dele varias vezes desde esse dia mentalmente.

Decidi ignorar.Tentando controlar a vontade de virar serial killer e matar a mesma pessoa varias vezes. Mas ele voltou vezes demais, fui ignorando até que...

Eu na porta com uma cliente, entra o você sabe quem, que para meu azar ou sorte, eram amigos, todo sorriso, abraça, beija a criatura,vira pra mim e la vem a pérola do dia, nem a presença constante do meu marido que não tem cara de bons amigos intimidou. Eu do lado torcendo pra ficar invisivel, mentalizando "me ignora" como se fosse um mantra, não deu certo... Diz q não ia me beijar pra eu ficar com inveja, meu radiador ferveu. Fiquei morta de inveja, quem não ficaria, moreno alto, 70anos.. mas tanta inveja.. Juro q tentei q a coisa parasse por ali qd disse q não merecia resposta mas ele tinha q dizer q era pq eu não tinha resposta, esse cara ta me provocando ou é impressão minha ? Achei q era memória fraca pela idade e lembrei q se ele fosse um gato até teria e vieram os complementos q mais uma vez em respeito a cliente presente, respirei fundo e não cortei a jugular dele com o estilete q estava na minha mão, ele não desiste minha gente.

O dia amanheceu lindo, passaros cantando nos coqueiros da casa vizinha, o gato siames se espreguiçando. Fui pra loja e adivinhe quem entrou logo cedo??

Dessa vez a indicação foi que meu marido comprasse um avental para a nova funcionaria, no caso eu, pronto, era só o q faltava, pensei no estilete mas controlei meus impulsos animais ouvindo meu marido rosnando e latindo e o outro com o rabo entre as pernas ganindo. Não é que ele estava ali fazia tempo e ninguém tinha percebido.

domingo, 1 de novembro de 2009

Tatuagem e Piercing





Quando cismo com alguma coisa sai de baixo.

Agua morro a baixo, fogo morro acima e Virginiano quando cisma ninguém segura.

Minhas melhores cismas deram nisso.

O piercing foi no susto mesmo, entrei num estudio com minha filha pra ela por o tal no umbigo. Enquanto eu olhava os modelitos numa vitrine muito doida e falava com a atendente pra la de tagarela assim como eu, fui preenchendo uma ficha e comentando como eram lindos os de nariz. Preenchi duas fichas de autorização, achei estranho perguntarem do q eu tinha alergia masss .....

Dae a mocinha me mandou escolher a joia.
_Como assim escolhe a jóiaaaa, gelei, suei frio, palida, tremendo. Decidi e escolhi.
Gritei, quase desmaie de dor e o marido q qd viu...depois achou lindo fazer o que.

Dia 31 de outubro é meu niver de casamento, aproveitei a data pra amolecer meu marido e ele me deixar fazer uma tatuagem. Dias na internet vasculhando sites.

Nós na porta do estudio, eu amarelando, querendo sair correndo, morro de medo de agulhas mas faço tratamento com acupuntura. Meu marido olha pra mim, a cor ja tinha fugido.

_Vai amarelar é???

Eu ja tinha amarelado fazia tempo mas até parece q ia dar esse gostinho dele tirar sarro o resto da minha vida.

_Quem eu... nunquinha.

O desenho... escolhi a dedo, um gato siames com asas, sentado na lua, olhando p baixo, orgulhoso o danado. É isso ai tenho 7 vidas, encarei muita fase dura e cai em pé.

Duas horas e meia sentindo o gato me arranhando as costas mas ficou lindo demais, eu achei.

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Sob o Sol da Toscana

Existem dias em que presto mais atenção ao que estou vendo e ouvindo, parece que meus sentidos ficam mais aguçados. É quando minhas borboletas acordam.

Sob o Sol da Toscana é um filme dos que gosto de ver sózinha. Tem frases que mexem comigo. Cada fase de um jeito.
A história da personagem q ficava horas procurando joaninhas no jardim, elas apareceram qd deixou acontecer. A da pergunta sobre o motivo de estar ali e a resposta com a história dos trilhos que foram instalados no caminho para Veneza antes mesmo de existir um trem, pq um dia ele viria. Me deram um insight, chique essa expressão mas chique mesmo ainda foi perceber claramente qual é o Norte.

...Conserte a sua casa e esqueça o resto... Maria de Lourdes da um tempo pra você. Prepare seus trilhos, durma e deixe suas joaninhas virem até você. Quando acordar vai perceber que seus pedidos foram realizados, talvez não como vc queria mas do jeito que deveriam. É quando vc olha ao seu redor e enxerga que na verdade tudo está caminhando, primeiro os trilhos depois o trem.

Nem todo mundo teve um grande amor, isso não quer dizer que ele não exista.

Eu tive o meu

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Nunca Mais

No google tem de tudo mesmo. Chego a pensar que se não encontrar uma pessoa no google ela não existe.

Se tem uma palavra alias uma não, duas, que me causam calafrios e uma angustia danada é "Nunca mais".

Penso na extensão da dita cuja e me arrepio, parece q tenho encosto.
No google achei em filme, livro, musica, site de vendas, dieta, rugas tudo acompanhado da promessa do nunca mais. Comecei a achar que esse tal Nunca Mais era um deus da mitologia grega e deve ser amigo intimo do deus pan, criador do panico.

Rugas e dietas nunca mais seria o paraiso.

Cheguei a conclusão que nunca mais não existe, mesmo achando no google.

Dia desses vendo um desenho animado, encontrei a resposta para me exorcisar, uma frase que tornei meu grito de guerra, achei a resposta p uma angustia baseada em fatos reais.

Ela me fortalece a esperança, a crença que tudo é mutavel e me faz crer que...

Nunca mais é muito tempo e o tempo tem sempre um jeito de mudar as coisas.

(Do filme Um Duende Na Floresta)

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Amigo de Aluguel

Levantei cedo, peguei meu café com leite e fui pra frente da Tv pra não cair na tentação de voltar pra cama. Até pensei em cochilar no sofá, acho esses cochilos divinos. Uma pauta desses programas femininos matinais me chamou a atenção e desisti do meu cochilo. Me enrolei no edredon, segurando minha caneca quentinha. O assunto era "Amigo de Aluguel".
Sim também pasmei mas funciona assim, são jovens que cobram por hora para ouvir, passear, fazer compras e até refeições com pessoas que se sentem sózinhas.
Me deu ganas de anotar o numero deles e ainda estou pensando em entrar no site do programa pra me informar melhor. Até então pensava que ser muito só era pra pessoas como eu q são donas de casa, detesto esse termo dona de casa, fico procurando do que eu sou dona.
Ter amigos hoje em dia é privilégio de poucos, quantas vezes quero ir ao cinema e não tenho companhia, quem não gosta de ver um filme e ter alguém do lado pra comentar e rir, comer pipoca naqueles sacos barulhentos enormes e na saída comentar e rir mais um pouco. Quantas vezes eu quis ir ao shopping comprar uma roupa nova e ter alguém pra olhar e dizer se caiu bem, me dar idéias sem ter nos olhos um cifrão como tem os vendedores.

Agora amigo virou profissão. Personal Friend.

Saudades de quando era criança e ouvia a vizinha chamando minha mãe pra um café, recem passado, naquele coador de pano comprido que me dá vontade de rir até hoje quando lembro. Era um momento em que se tomava o café e contava novidades. Ouvia e palpitava, era uma troca, causos antigos e atuais. Tão bom viver assim.
Aquela vizinha que a gente encontrava na rua e logo ía perguntando, querendo saber mesmo como estavamos. Sabiamos os nomes de todos, as ruas eram de terra batida, a noite só a lua pra ajudar a enxergar o caminho mas podiamos andar sem medo. Eram raros os assaltos, era roubo de galinhas ou roupas do varal a noite, quem nos guardava era um cochorro, o Rex, enorme, pêlo baixo e dourado, que pulava em cima de mim igual cachorro de desenho animado, vivia toda esfolada dos tombos.
Agora Amigo está nos classificados da internet e podemos alugar por cinquenta reais a hora pra ter com quem tomar um cafézinho.

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Borboletando na Janela

Abri minhas janelas logo cedo, o dia está lindo.
Todos os dias quando abro as janelas vejo a casa da frente tão sózinha, os moradores se mudaram faz tempo.
A pessoa que a comprou só aparece vez em quando pra pegar a correspondência e mandar limpar o quintal que os coqueiros e outras arvores sujam.
Tem um gato siames que mora lá com os passaros, tem passaro de todo jeito, gato só um. Fico olhando eles se pendurarem nas pontas das folhas, fazendo-as de balanço. Penso no dia em que um prédio vai ocupar o lugar desse casarão bem no meio da cidade, que vão cortar todas as arvores, eu mesma ja desejei isso muitas vezes mas fui me acostumando com o jardim enorme cheio de arvores e o gato que dorme em cima do telhado no sol, a tarde ele desce e fica no portão olhando quem passa meio cochilando, o preguiçoso. Parece que debocha das pessoas q passam e nem olham pra ele. Eu invejo o gato debochado que não tem grades na janela como eu, ele não é limitado, pode olhar pra todo lado sem ter que colar o rosto na grade da janela pra ver um pouco mais longe, ele não tem medo do perigo, não pensa que alguém como um gato, pode entar em sua casa se não tiver a tal grade incomoda e olha pra todo lado.
Ja peguei a chave de fenda e estou me roendo pra tirar essa grade por uns dias, vou inventar pro meu marido que tirei pra limpar os vidros e vou deixando a janela livre pra esticar o pescoço e assim como o gato, ter o gostinho de olhar as pessoas e debochar dele pq eu tambem vou poder olhar longe.

sábado, 15 de agosto de 2009

Borboletando

O tempo...a vida... me fizeram esquecer do meu jeito de escrever, divagar entre palavras, borboletando...

Não deviamos perder esse jeito romantico de ver beleza na pequenas coisas.
Eu escrevia e sonhava entre as palavras, elas me faziam viajar.

Espero recuperar esse dom divino, presente de Deus q esqueci onde guardei, a dor muitas vezes nos faz esquecer de sonhar.