quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Borboletando na Janela

Abri minhas janelas logo cedo, o dia está lindo.
Todos os dias quando abro as janelas vejo a casa da frente tão sózinha, os moradores se mudaram faz tempo.
A pessoa que a comprou só aparece vez em quando pra pegar a correspondência e mandar limpar o quintal que os coqueiros e outras arvores sujam.
Tem um gato siames que mora lá com os passaros, tem passaro de todo jeito, gato só um. Fico olhando eles se pendurarem nas pontas das folhas, fazendo-as de balanço. Penso no dia em que um prédio vai ocupar o lugar desse casarão bem no meio da cidade, que vão cortar todas as arvores, eu mesma ja desejei isso muitas vezes mas fui me acostumando com o jardim enorme cheio de arvores e o gato que dorme em cima do telhado no sol, a tarde ele desce e fica no portão olhando quem passa meio cochilando, o preguiçoso. Parece que debocha das pessoas q passam e nem olham pra ele. Eu invejo o gato debochado que não tem grades na janela como eu, ele não é limitado, pode olhar pra todo lado sem ter que colar o rosto na grade da janela pra ver um pouco mais longe, ele não tem medo do perigo, não pensa que alguém como um gato, pode entar em sua casa se não tiver a tal grade incomoda e olha pra todo lado.
Ja peguei a chave de fenda e estou me roendo pra tirar essa grade por uns dias, vou inventar pro meu marido que tirei pra limpar os vidros e vou deixando a janela livre pra esticar o pescoço e assim como o gato, ter o gostinho de olhar as pessoas e debochar dele pq eu tambem vou poder olhar longe.

Um comentário:

  1. Lu, você começou muito bem. Eu praticamente vi o casarão e o gato. Você escreve bem, é bom de ler. Liberte suas borboletas, sempre.
    Bjão!

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