sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Amigo de Aluguel

Levantei cedo, peguei meu café com leite e fui pra frente da Tv pra não cair na tentação de voltar pra cama. Até pensei em cochilar no sofá, acho esses cochilos divinos. Uma pauta desses programas femininos matinais me chamou a atenção e desisti do meu cochilo. Me enrolei no edredon, segurando minha caneca quentinha. O assunto era "Amigo de Aluguel".
Sim também pasmei mas funciona assim, são jovens que cobram por hora para ouvir, passear, fazer compras e até refeições com pessoas que se sentem sózinhas.
Me deu ganas de anotar o numero deles e ainda estou pensando em entrar no site do programa pra me informar melhor. Até então pensava que ser muito só era pra pessoas como eu q são donas de casa, detesto esse termo dona de casa, fico procurando do que eu sou dona.
Ter amigos hoje em dia é privilégio de poucos, quantas vezes quero ir ao cinema e não tenho companhia, quem não gosta de ver um filme e ter alguém do lado pra comentar e rir, comer pipoca naqueles sacos barulhentos enormes e na saída comentar e rir mais um pouco. Quantas vezes eu quis ir ao shopping comprar uma roupa nova e ter alguém pra olhar e dizer se caiu bem, me dar idéias sem ter nos olhos um cifrão como tem os vendedores.

Agora amigo virou profissão. Personal Friend.

Saudades de quando era criança e ouvia a vizinha chamando minha mãe pra um café, recem passado, naquele coador de pano comprido que me dá vontade de rir até hoje quando lembro. Era um momento em que se tomava o café e contava novidades. Ouvia e palpitava, era uma troca, causos antigos e atuais. Tão bom viver assim.
Aquela vizinha que a gente encontrava na rua e logo ía perguntando, querendo saber mesmo como estavamos. Sabiamos os nomes de todos, as ruas eram de terra batida, a noite só a lua pra ajudar a enxergar o caminho mas podiamos andar sem medo. Eram raros os assaltos, era roubo de galinhas ou roupas do varal a noite, quem nos guardava era um cochorro, o Rex, enorme, pêlo baixo e dourado, que pulava em cima de mim igual cachorro de desenho animado, vivia toda esfolada dos tombos.
Agora Amigo está nos classificados da internet e podemos alugar por cinquenta reais a hora pra ter com quem tomar um cafézinho.

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Borboletando na Janela

Abri minhas janelas logo cedo, o dia está lindo.
Todos os dias quando abro as janelas vejo a casa da frente tão sózinha, os moradores se mudaram faz tempo.
A pessoa que a comprou só aparece vez em quando pra pegar a correspondência e mandar limpar o quintal que os coqueiros e outras arvores sujam.
Tem um gato siames que mora lá com os passaros, tem passaro de todo jeito, gato só um. Fico olhando eles se pendurarem nas pontas das folhas, fazendo-as de balanço. Penso no dia em que um prédio vai ocupar o lugar desse casarão bem no meio da cidade, que vão cortar todas as arvores, eu mesma ja desejei isso muitas vezes mas fui me acostumando com o jardim enorme cheio de arvores e o gato que dorme em cima do telhado no sol, a tarde ele desce e fica no portão olhando quem passa meio cochilando, o preguiçoso. Parece que debocha das pessoas q passam e nem olham pra ele. Eu invejo o gato debochado que não tem grades na janela como eu, ele não é limitado, pode olhar pra todo lado sem ter que colar o rosto na grade da janela pra ver um pouco mais longe, ele não tem medo do perigo, não pensa que alguém como um gato, pode entar em sua casa se não tiver a tal grade incomoda e olha pra todo lado.
Ja peguei a chave de fenda e estou me roendo pra tirar essa grade por uns dias, vou inventar pro meu marido que tirei pra limpar os vidros e vou deixando a janela livre pra esticar o pescoço e assim como o gato, ter o gostinho de olhar as pessoas e debochar dele pq eu tambem vou poder olhar longe.

sábado, 15 de agosto de 2009

Borboletando

O tempo...a vida... me fizeram esquecer do meu jeito de escrever, divagar entre palavras, borboletando...

Não deviamos perder esse jeito romantico de ver beleza na pequenas coisas.
Eu escrevia e sonhava entre as palavras, elas me faziam viajar.

Espero recuperar esse dom divino, presente de Deus q esqueci onde guardei, a dor muitas vezes nos faz esquecer de sonhar.