Levantei cedo, peguei meu café com leite e fui pra frente da Tv pra não cair na tentação de voltar pra cama. Até pensei em cochilar no sofá, acho esses cochilos divinos. Uma pauta desses programas femininos matinais me chamou a atenção e desisti do meu cochilo. Me enrolei no edredon, segurando minha caneca quentinha. O assunto era "Amigo de Aluguel".
Sim também pasmei mas funciona assim, são jovens que cobram por hora para ouvir, passear, fazer compras e até refeições com pessoas que se sentem sózinhas.
Me deu ganas de anotar o numero deles e ainda estou pensando em entrar no site do programa pra me informar melhor. Até então pensava que ser muito só era pra pessoas como eu q são donas de casa, detesto esse termo dona de casa, fico procurando do que eu sou dona.
Ter amigos hoje em dia é privilégio de poucos, quantas vezes quero ir ao cinema e não tenho companhia, quem não gosta de ver um filme e ter alguém do lado pra comentar e rir, comer pipoca naqueles sacos barulhentos enormes e na saída comentar e rir mais um pouco. Quantas vezes eu quis ir ao shopping comprar uma roupa nova e ter alguém pra olhar e dizer se caiu bem, me dar idéias sem ter nos olhos um cifrão como tem os vendedores.
Agora amigo virou profissão. Personal Friend.
Saudades de quando era criança e ouvia a vizinha chamando minha mãe pra um café, recem passado, naquele coador de pano comprido que me dá vontade de rir até hoje quando lembro. Era um momento em que se tomava o café e contava novidades. Ouvia e palpitava, era uma troca, causos antigos e atuais. Tão bom viver assim.
Aquela vizinha que a gente encontrava na rua e logo ía perguntando, querendo saber mesmo como estavamos. Sabiamos os nomes de todos, as ruas eram de terra batida, a noite só a lua pra ajudar a enxergar o caminho mas podiamos andar sem medo. Eram raros os assaltos, era roubo de galinhas ou roupas do varal a noite, quem nos guardava era um cochorro, o Rex, enorme, pêlo baixo e dourado, que pulava em cima de mim igual cachorro de desenho animado, vivia toda esfolada dos tombos.
Agora Amigo está nos classificados da internet e podemos alugar por cinquenta reais a hora pra ter com quem tomar um cafézinho.
Sim também pasmei mas funciona assim, são jovens que cobram por hora para ouvir, passear, fazer compras e até refeições com pessoas que se sentem sózinhas.
Me deu ganas de anotar o numero deles e ainda estou pensando em entrar no site do programa pra me informar melhor. Até então pensava que ser muito só era pra pessoas como eu q são donas de casa, detesto esse termo dona de casa, fico procurando do que eu sou dona.
Ter amigos hoje em dia é privilégio de poucos, quantas vezes quero ir ao cinema e não tenho companhia, quem não gosta de ver um filme e ter alguém do lado pra comentar e rir, comer pipoca naqueles sacos barulhentos enormes e na saída comentar e rir mais um pouco. Quantas vezes eu quis ir ao shopping comprar uma roupa nova e ter alguém pra olhar e dizer se caiu bem, me dar idéias sem ter nos olhos um cifrão como tem os vendedores.
Agora amigo virou profissão. Personal Friend.
Saudades de quando era criança e ouvia a vizinha chamando minha mãe pra um café, recem passado, naquele coador de pano comprido que me dá vontade de rir até hoje quando lembro. Era um momento em que se tomava o café e contava novidades. Ouvia e palpitava, era uma troca, causos antigos e atuais. Tão bom viver assim.
Aquela vizinha que a gente encontrava na rua e logo ía perguntando, querendo saber mesmo como estavamos. Sabiamos os nomes de todos, as ruas eram de terra batida, a noite só a lua pra ajudar a enxergar o caminho mas podiamos andar sem medo. Eram raros os assaltos, era roubo de galinhas ou roupas do varal a noite, quem nos guardava era um cochorro, o Rex, enorme, pêlo baixo e dourado, que pulava em cima de mim igual cachorro de desenho animado, vivia toda esfolada dos tombos.
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