Existem dias em que presto mais atenção ao que estou vendo e ouvindo, parece que meus sentidos ficam mais aguçados. É quando minhas borboletas acordam.
Sob o Sol da Toscana é um filme dos que gosto de ver sózinha. Tem frases que mexem comigo. Cada fase de um jeito.
A história da personagem q ficava horas procurando joaninhas no jardim, elas apareceram qd deixou acontecer. A da pergunta sobre o motivo de estar ali e a resposta com a história dos trilhos que foram instalados no caminho para Veneza antes mesmo de existir um trem, pq um dia ele viria. Me deram um insight, chique essa expressão mas chique mesmo ainda foi perceber claramente qual é o Norte.
...Conserte a sua casa e esqueça o resto... Maria de Lourdes da um tempo pra você. Prepare seus trilhos, durma e deixe suas joaninhas virem até você. Quando acordar vai perceber que seus pedidos foram realizados, talvez não como vc queria mas do jeito que deveriam. É quando vc olha ao seu redor e enxerga que na verdade tudo está caminhando, primeiro os trilhos depois o trem.
Nem todo mundo teve um grande amor, isso não quer dizer que ele não exista.
Eu tive o meu
sexta-feira, 11 de setembro de 2009
quinta-feira, 10 de setembro de 2009
Nunca Mais
No google tem de tudo mesmo. Chego a pensar que se não encontrar uma pessoa no google ela não existe.
Se tem uma palavra alias uma não, duas, que me causam calafrios e uma angustia danada é "Nunca mais".
Penso na extensão da dita cuja e me arrepio, parece q tenho encosto.
No google achei em filme, livro, musica, site de vendas, dieta, rugas tudo acompanhado da promessa do nunca mais. Comecei a achar que esse tal Nunca Mais era um deus da mitologia grega e deve ser amigo intimo do deus pan, criador do panico.
Rugas e dietas nunca mais seria o paraiso.
Cheguei a conclusão que nunca mais não existe, mesmo achando no google.
Dia desses vendo um desenho animado, encontrei a resposta para me exorcisar, uma frase que tornei meu grito de guerra, achei a resposta p uma angustia baseada em fatos reais.
Ela me fortalece a esperança, a crença que tudo é mutavel e me faz crer que...
Nunca mais é muito tempo e o tempo tem sempre um jeito de mudar as coisas.
(Do filme Um Duende Na Floresta)
Se tem uma palavra alias uma não, duas, que me causam calafrios e uma angustia danada é "Nunca mais".
Penso na extensão da dita cuja e me arrepio, parece q tenho encosto.
No google achei em filme, livro, musica, site de vendas, dieta, rugas tudo acompanhado da promessa do nunca mais. Comecei a achar que esse tal Nunca Mais era um deus da mitologia grega e deve ser amigo intimo do deus pan, criador do panico.
Rugas e dietas nunca mais seria o paraiso.
Cheguei a conclusão que nunca mais não existe, mesmo achando no google.
Dia desses vendo um desenho animado, encontrei a resposta para me exorcisar, uma frase que tornei meu grito de guerra, achei a resposta p uma angustia baseada em fatos reais.
Ela me fortalece a esperança, a crença que tudo é mutavel e me faz crer que...
Nunca mais é muito tempo e o tempo tem sempre um jeito de mudar as coisas.
(Do filme Um Duende Na Floresta)
sexta-feira, 21 de agosto de 2009
Amigo de Aluguel
Levantei cedo, peguei meu café com leite e fui pra frente da Tv pra não cair na tentação de voltar pra cama. Até pensei em cochilar no sofá, acho esses cochilos divinos. Uma pauta desses programas femininos matinais me chamou a atenção e desisti do meu cochilo. Me enrolei no edredon, segurando minha caneca quentinha. O assunto era "Amigo de Aluguel".
Sim também pasmei mas funciona assim, são jovens que cobram por hora para ouvir, passear, fazer compras e até refeições com pessoas que se sentem sózinhas.
Me deu ganas de anotar o numero deles e ainda estou pensando em entrar no site do programa pra me informar melhor. Até então pensava que ser muito só era pra pessoas como eu q são donas de casa, detesto esse termo dona de casa, fico procurando do que eu sou dona.
Ter amigos hoje em dia é privilégio de poucos, quantas vezes quero ir ao cinema e não tenho companhia, quem não gosta de ver um filme e ter alguém do lado pra comentar e rir, comer pipoca naqueles sacos barulhentos enormes e na saída comentar e rir mais um pouco. Quantas vezes eu quis ir ao shopping comprar uma roupa nova e ter alguém pra olhar e dizer se caiu bem, me dar idéias sem ter nos olhos um cifrão como tem os vendedores.
Agora amigo virou profissão. Personal Friend.
Saudades de quando era criança e ouvia a vizinha chamando minha mãe pra um café, recem passado, naquele coador de pano comprido que me dá vontade de rir até hoje quando lembro. Era um momento em que se tomava o café e contava novidades. Ouvia e palpitava, era uma troca, causos antigos e atuais. Tão bom viver assim.
Aquela vizinha que a gente encontrava na rua e logo ía perguntando, querendo saber mesmo como estavamos. Sabiamos os nomes de todos, as ruas eram de terra batida, a noite só a lua pra ajudar a enxergar o caminho mas podiamos andar sem medo. Eram raros os assaltos, era roubo de galinhas ou roupas do varal a noite, quem nos guardava era um cochorro, o Rex, enorme, pêlo baixo e dourado, que pulava em cima de mim igual cachorro de desenho animado, vivia toda esfolada dos tombos.
Agora Amigo está nos classificados da internet e podemos alugar por cinquenta reais a hora pra ter com quem tomar um cafézinho.
Sim também pasmei mas funciona assim, são jovens que cobram por hora para ouvir, passear, fazer compras e até refeições com pessoas que se sentem sózinhas.
Me deu ganas de anotar o numero deles e ainda estou pensando em entrar no site do programa pra me informar melhor. Até então pensava que ser muito só era pra pessoas como eu q são donas de casa, detesto esse termo dona de casa, fico procurando do que eu sou dona.
Ter amigos hoje em dia é privilégio de poucos, quantas vezes quero ir ao cinema e não tenho companhia, quem não gosta de ver um filme e ter alguém do lado pra comentar e rir, comer pipoca naqueles sacos barulhentos enormes e na saída comentar e rir mais um pouco. Quantas vezes eu quis ir ao shopping comprar uma roupa nova e ter alguém pra olhar e dizer se caiu bem, me dar idéias sem ter nos olhos um cifrão como tem os vendedores.
Agora amigo virou profissão. Personal Friend.
Saudades de quando era criança e ouvia a vizinha chamando minha mãe pra um café, recem passado, naquele coador de pano comprido que me dá vontade de rir até hoje quando lembro. Era um momento em que se tomava o café e contava novidades. Ouvia e palpitava, era uma troca, causos antigos e atuais. Tão bom viver assim.
Aquela vizinha que a gente encontrava na rua e logo ía perguntando, querendo saber mesmo como estavamos. Sabiamos os nomes de todos, as ruas eram de terra batida, a noite só a lua pra ajudar a enxergar o caminho mas podiamos andar sem medo. Eram raros os assaltos, era roubo de galinhas ou roupas do varal a noite, quem nos guardava era um cochorro, o Rex, enorme, pêlo baixo e dourado, que pulava em cima de mim igual cachorro de desenho animado, vivia toda esfolada dos tombos.
Agora Amigo está nos classificados da internet e podemos alugar por cinquenta reais a hora pra ter com quem tomar um cafézinho.
quinta-feira, 20 de agosto de 2009
Borboletando na Janela
Abri minhas janelas logo cedo, o dia está lindo.
Todos os dias quando abro as janelas vejo a casa da frente tão sózinha, os moradores se mudaram faz tempo.
A pessoa que a comprou só aparece vez em quando pra pegar a correspondência e mandar limpar o quintal que os coqueiros e outras arvores sujam.
Tem um gato siames que mora lá com os passaros, tem passaro de todo jeito, gato só um. Fico olhando eles se pendurarem nas pontas das folhas, fazendo-as de balanço. Penso no dia em que um prédio vai ocupar o lugar desse casarão bem no meio da cidade, que vão cortar todas as arvores, eu mesma ja desejei isso muitas vezes mas fui me acostumando com o jardim enorme cheio de arvores e o gato que dorme em cima do telhado no sol, a tarde ele desce e fica no portão olhando quem passa meio cochilando, o preguiçoso. Parece que debocha das pessoas q passam e nem olham pra ele. Eu invejo o gato debochado que não tem grades na janela como eu, ele não é limitado, pode olhar pra todo lado sem ter que colar o rosto na grade da janela pra ver um pouco mais longe, ele não tem medo do perigo, não pensa que alguém como um gato, pode entar em sua casa se não tiver a tal grade incomoda e olha pra todo lado.
Ja peguei a chave de fenda e estou me roendo pra tirar essa grade por uns dias, vou inventar pro meu marido que tirei pra limpar os vidros e vou deixando a janela livre pra esticar o pescoço e assim como o gato, ter o gostinho de olhar as pessoas e debochar dele pq eu tambem vou poder olhar longe.
Todos os dias quando abro as janelas vejo a casa da frente tão sózinha, os moradores se mudaram faz tempo.
A pessoa que a comprou só aparece vez em quando pra pegar a correspondência e mandar limpar o quintal que os coqueiros e outras arvores sujam.
Tem um gato siames que mora lá com os passaros, tem passaro de todo jeito, gato só um. Fico olhando eles se pendurarem nas pontas das folhas, fazendo-as de balanço. Penso no dia em que um prédio vai ocupar o lugar desse casarão bem no meio da cidade, que vão cortar todas as arvores, eu mesma ja desejei isso muitas vezes mas fui me acostumando com o jardim enorme cheio de arvores e o gato que dorme em cima do telhado no sol, a tarde ele desce e fica no portão olhando quem passa meio cochilando, o preguiçoso. Parece que debocha das pessoas q passam e nem olham pra ele. Eu invejo o gato debochado que não tem grades na janela como eu, ele não é limitado, pode olhar pra todo lado sem ter que colar o rosto na grade da janela pra ver um pouco mais longe, ele não tem medo do perigo, não pensa que alguém como um gato, pode entar em sua casa se não tiver a tal grade incomoda e olha pra todo lado.
Ja peguei a chave de fenda e estou me roendo pra tirar essa grade por uns dias, vou inventar pro meu marido que tirei pra limpar os vidros e vou deixando a janela livre pra esticar o pescoço e assim como o gato, ter o gostinho de olhar as pessoas e debochar dele pq eu tambem vou poder olhar longe.
sábado, 15 de agosto de 2009
Borboletando
O tempo...a vida... me fizeram esquecer do meu jeito de escrever, divagar entre palavras, borboletando...
Espero recuperar esse dom divino, presente de Deus q esqueci onde guardei, a dor muitas vezes nos faz esquecer de sonhar.
Não deviamos perder esse jeito romantico de ver beleza na pequenas coisas.
Eu escrevia e sonhava entre as palavras, elas me faziam viajar.
Eu escrevia e sonhava entre as palavras, elas me faziam viajar.
Espero recuperar esse dom divino, presente de Deus q esqueci onde guardei, a dor muitas vezes nos faz esquecer de sonhar.
Assinar:
Postagens (Atom)
